quinta-feira, 20 de setembro de 2007

INFRAERO PREJUDICA MACEIÓ



O aeroporto de Maceió é uma beleza de projeto arquitetônico. Mas se assemelha ao "Belo Antonio", filme estrelado por Marcelo Mastroiani, cujo personagem é muito bonito, mas na hora H não funciona. Culpa da Infraero.



Capital de Alagoas, Maceió é um dos destinos turísticos mais belos do Nordeste brasileiro. O aeroporto tem um nome pomposo: Internacional Zumbi dos Palmares. Mas nem existem linhas internacionais e tampouco funcionam serviços elementares como o guarda volumes. Tem uma placa, mas se o passageiro quizer guardar sua bagagem terá que se deslocar até a estação rodoviária, no centro da cidade. Este é dos poucos aeroportos do mundo onde não há acesso público a Internet. O mais próximo fica em um shopping centerquilômetros de distância do campo de pouso. Tem lanchonete, sim, mas não há restaurante. Tem caixa eletrônico, mas não existe uma agência bancária. Farmácia? Nem pensar. Não é por acaso que as lojas a alugar ocupam corredores inteiros, mas ninguém é louco, de pagar o que a Infraero exige. Após o Zumbi dos Palmares ser inaugurado o aeroporto antigo foi abandonado e virou uma casa mal assombrada sem que apareça alguém para dar um destino mais condizente ao imóvel. Os visitantes costumam fazer uma foto com o letreiro ao fundo de Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, sabendo da importância desta personalidade na luta dos escravos contra os senhores. Porém, pergunte a um estudante com segundo grau "completo", de alguma escola pública do interior de Alagoas se ele sabe quem foi Zumbi e a resposta é de que nunca ouviu falar nisso. Uma prova de que professores analfabetos funcionais só podem produzir o que produzem em vários estados do Nordeste: concluintes de segundo grau que não conseguem sequer assinar (desenhar) o próprio nome. Uma realidade muito diferente do que aparece nas otimistas, e quase sempre falsas, estatísticas e propaganda do governo.

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