terça-feira, 18 de setembro de 2007

O SENADOR E A BOLSA MENDIGOS

A carta do senador Eduardo Suplicy publicada em VEJA, em defesa do pior programa do governo federal, o bolsa família, revela o quanto ele desconhece a realidade nordestina, onde está a base de tal projeto de compra de votos a atacado. Ao contrário do que afirma o Ministério da Mendicância, a baixa renda não é a primeira condição para se inscrever no programa. A primeira condição é ter um título eleitoral e agora o governo federal ampliou a compra de votos para um milhão e setecentos mil eleitores a mais, que são aqueles entre 16 e 19 anos de idade. Outra fato: quem passa a receber a bolsa deixa de trabalhar, mesmo ganhando mais quando estava no mercado formal ou informal. Pude constatar tais fatos viajando há um ano pelos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. As crianças não são enviadas para a escola em troca da bolsa e continuam mendigando por pressão de seus pais. Quando reagem a tal escravidão infantil são espancadas. A fraude é generalizada e há responsáveis pela aplicação do programa que são as primeiras a se inscreverem para receber o dinheiro. Boa parte dos cartões magnéticos de saque estão em mãos de comerciantes, ciganos e outros agiotas. Como a concessão da bolsa está vinculada a permissão das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social, eis aí a explicação para que a maioria dos prefeitos nordestinos do PFL tenha determinado a seu rebanho votar pela reeleição do Lulla, traindo a coligação a que deveriam seguir, na oposição.

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