quarta-feira, 17 de outubro de 2007

FEDERAL PAROU E CGU TAMBÉM

As determinações públicas de Lulla para a Polícia Federal parar as investigações dos escândalos do PT foram cumpridas. E a CGU não mais fiscaliza os prefeitos corruptos


O ex-delegado chefe da Polícia Federal, Paulo Lacerda, reunia-se uma vez por semana com o ministro da Justiça, Tasso Genro, sobrando-lhe tempo para as investigações da "organização criminosa" em que se transformou o governo Lulla. Genro, inúmeras vezes, publicamente, a pretexto de proteger inocentes, apelou para que a Polícia Federal não divulgasse suas investigações antes de concluídas. Sem divulgação, ora essa, os crimes jamais seriam conhecidos, nem apurados. Lacerda foi afastado do cargo por Lulla, que colocou em seu lugar um homem ligado ao PT. Isto aconteceu depois do início da apuração do maior dos escândalos, a Operação Águas Profundas, destinada a comprovar a corrupção na Petrobras, em negociatas de construção de plataformas marítimas sem licitações. As ilicitações. Não por mera coincidência, a defenestração de Lacerda ocorreu, também, quando o Ministério Público informou que era hora de ser ouvido pela Polícia Federal, o Lulinha, filho do Ali Babá, responsável por bilionário enriquecimento, em poucos meses, após o pai assumir a Presidência da República. Anos atrás a Controladoria Geral da União - CGU fazia um tremendo alarde sobre a apuração de corrupção nas prefeituras que, segundo dizia, eram investigadas após sorteio. À época o PMDB ainda não tinha se vendido ao governo e os prefeitos sorteados eram quase todos dessa legenda fisiológica. Mas depois que começaram a surgir escândalos nas prefeituras propriedade do PT, também a CGU recebeu ordens, e cumpriu, de parar as investigações. Jorge Hage Sobrinho, que herdou a CGU de Waldir Pires não tem mais o que fazer e para matar o tempo andou usando o site e equipamentos públicos para divulgar um artigo intitulado "Biografia a ser resgatada", tecendo loas a Pires. Hage estava esquecido desde quando, durante a ditadura, foi afastado da prefeitura de Salvador pelo governador nomeado Roberto Santos, após dois anos de uma gestão desastrosa. Agora escreve biografias dos mortos e certamente não esquecerá de escrever uma autografia.

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