quinta-feira, 29 de novembro de 2007

LIXOVIAS

Depois do acostamento, onde ele existe, o que vê é um lixão a céu aberto em ambos os lados das estradas brasileiras, especialmente no Nordeste.
São toneladas de sacos plásticos voando, voando, levadas pelo vento até que um dia, daqui há 400 aos, possam ser transformadas naturalmente, já que ninguém se dispõe a recolher este dinheiro vivo.
Enquanto as indústrias de reciclagem reclamam falta de matéria-prima para operarem a toda carga, toneladas de lixo transformaram as péssimas estradas brasileiras em verdadeiras lixovias.
No sertão da Bahia - e esse é só um exemplo - a coleta é deficiente, acontece em poucas cidades e praticamente em apenas um grande município, Feira de Santana, é feito um recolhimento do lixo coletado precariamente em centenas de municípios. Em Salvador, vimos uma cooperativa de reciclagem, a Camapet, reclamando a falta de apoio da Prefeitura de Salvador para a atividade de reciclagem. Parece incrível que em lugar de serem beneficiados pelo poder público porque fazem gratuitamente um trabalho que seria da alçada da Prefeitura, os catadores sejam subestimados em seu mister por um prefeito que só pensa mesmo em usar a máquina da administração municipal para eleger familiares. Esse é o candidato preferido deWagner para a reeleição na terceira cidade mais populosa do Brasil. Mais populosa e mais problemática com líderes desse jaez.

Um comentário:

Anônimo disse...

caro blogista, tá muito legal, infelismente esta é nossa realidade. se os governantes e a sociedade como um todo dessem mais atenção a iniciativas como as da camapet, nossa realidade, com certeza, seria outra.