domingo, 30 de setembro de 2007

NA BAHIA, DISCURSO VAZIO

Um governo que só faz desmontar o que encontrou funcionando precisa mesmo gastar R$10 milhões em propaganda em oito meses para convencer a si mesmo que está trabalhando

O governador da Bahia verbalizou uma mensagem sobre os seus oito meses de governo sem ter prestado contas de uma única realização. É a mesma farsa do governo Waldir Pires e não por acaso Jacques Wagner já está sendo chamado de Wagner Pires. Outra semelhança com Pires: além de nada fazer e viajar ao exterior mais do que o seu Poderoso Chefão, Lula, o governador petista desmonta o que foi realizado por antecessores. Quando, eventualmente, é cobrado por nada fazer, a desculpa é a mesma de outros petistas: a culpa é do passado, ora era o FHC, na Bahia era ACM. Mas o dinheiro está saindo para as agências de propaganda que abiscoitaram a conta do PT, em licitação fraudada, anunciada nos classificados de A TARDE com antecedência e amplamente divulgada na coluna de Cláudio Humberto. As agências ganharam nesses oito meses R$10 milhões mas é claro que nada disseram sobre o corte de ajuda do governo à área cultural, o desmantelamento da obra de recuperação do Pelourinho, o fechamento da maior rede de supermercados populares, a Cesta do Povo - reaberta tamanho o clamor dos famintos e a suspensão após a posse de mais de 126 obras da Conder, entre elas a revitalização da Orla Marítima de Salvador que virou um monte de entulho. Baianos e turistas perderam, além da programação cultural do Pelourinho, com o fechamento de teatros como o Theatro XVIII, de Aninha Pedreira Franco e o Teatro Vila Velha, as suas belas praias que se tornaram infrequentáveis porque a Justiça também mandou suspender as obras de loteamento das praias por construções de restaurantes na areia. Os turistas fogem em massa para outros destinos no Nordeste. Até Fátima Mendonça, a mulher atual de Wagner acha o marido um péssimo ou nulo governador conforme disse em entrevista à revista Metrópole. Para o povo baiano não basta o Fora Lula, fora também Wagner.

sábado, 22 de setembro de 2007

LULLA MANIPULA NÚMEROS

As estatísticas do governo Lulla alardeando a redução da pobreza não passam de mais uma grande mentira

Para o governo é um sucesso o suposto fato de seis milhões de brasileiros terem saído da linha de pobreza. Resta informar que a linha de pobreza é aquela faixa de população que ganha R$125 por mês, ou seja, R$4,16 por dia. Acrescente-se a essa miserabilidade, escondida nas manchetes da propaganda oficial, que foi no Nordeste onde menos diminuiu o número de pobres. Não podia ser diferente se levarmos em conta que um canavieiro em Alagoas precisa cortar uma tonelada de cana para ganhar a ninharia de R$4,50. Um catador de latinhas de alumínio usadas, nas ruas de Salvador na Bahia recebe R$3,350 por quilo do material reciclável. Os canavieiros trabalham apenas três meses por ano, não têm nenhum direito trabalhista e nem carteira profissional assinada como acontece com poucos técnicos que operam nas usinas e destilarias de álcool. Começam a jornada escravista às 5 horas da manhã e só terminam às 19 horas. Alguns morrem de exaustão. Outros se mostram felizes da vida quando conseguem ao final de 30 dias ganhar R$600. Então, termina a temporada de corte da cana e o canavieiro tem que migrar para o sul do país em busca de outro trabalho semi-escravo. Ou vira mendigo, ou bandido. Eis aí a verdade social na cara de quem viaja por este país, conhece as bases da sociedade e sente que a situação de miserabilidade no campo dos estados dominados por Renan Calheiros e José Sarney (os principais aliados de Lulla) está pior do que ao tempo das Ligas Camponesas criadas em Pernambuco pelo advogado Francisco Julião nos anos 60 do século passado, com o objetivo de melhorar a situação de pobreza dos camponeses pernambucanos e de estados vizinhos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

INFRAERO PREJUDICA MACEIÓ



O aeroporto de Maceió é uma beleza de projeto arquitetônico. Mas se assemelha ao "Belo Antonio", filme estrelado por Marcelo Mastroiani, cujo personagem é muito bonito, mas na hora H não funciona. Culpa da Infraero.



Capital de Alagoas, Maceió é um dos destinos turísticos mais belos do Nordeste brasileiro. O aeroporto tem um nome pomposo: Internacional Zumbi dos Palmares. Mas nem existem linhas internacionais e tampouco funcionam serviços elementares como o guarda volumes. Tem uma placa, mas se o passageiro quizer guardar sua bagagem terá que se deslocar até a estação rodoviária, no centro da cidade. Este é dos poucos aeroportos do mundo onde não há acesso público a Internet. O mais próximo fica em um shopping centerquilômetros de distância do campo de pouso. Tem lanchonete, sim, mas não há restaurante. Tem caixa eletrônico, mas não existe uma agência bancária. Farmácia? Nem pensar. Não é por acaso que as lojas a alugar ocupam corredores inteiros, mas ninguém é louco, de pagar o que a Infraero exige. Após o Zumbi dos Palmares ser inaugurado o aeroporto antigo foi abandonado e virou uma casa mal assombrada sem que apareça alguém para dar um destino mais condizente ao imóvel. Os visitantes costumam fazer uma foto com o letreiro ao fundo de Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, sabendo da importância desta personalidade na luta dos escravos contra os senhores. Porém, pergunte a um estudante com segundo grau "completo", de alguma escola pública do interior de Alagoas se ele sabe quem foi Zumbi e a resposta é de que nunca ouviu falar nisso. Uma prova de que professores analfabetos funcionais só podem produzir o que produzem em vários estados do Nordeste: concluintes de segundo grau que não conseguem sequer assinar (desenhar) o próprio nome. Uma realidade muito diferente do que aparece nas otimistas, e quase sempre falsas, estatísticas e propaganda do governo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

MINISTRA CAUSA SUPLÍCIO

MARAGOGIPE(BA, BZ) ISOLADA

Cidade histórica localizada nas proximidade da enseada do Iguape, Maragogipe(Bahia, BZ) teria como uma de suas fontes de renda o turismo não fosse o estado intransitável em que se encontra a rodovia ligando o município a Cachoeira-São Félix. A cidade, cujo padroeiro é São Bartolomeu, festejado em agosto, tem tudo para se tornar uma atração turística importante desde quando isso seja planejado e executado dentro de um contexto que inclua as cidades de Santo Amaro, São Felix, Cachoeira e mesmo Nazaré das Farinhas. Cachoeira, a mais famosa de tais cidades, às margens do rio Paraguassu, atrai centenas de turistas durante os festejos de São João, mas não há qualquer estímulo oficial para o turismo interno, o turismo estudantil e juvenil, a exemplo de hospedagem a baixo custo e transporte coletivo subvencionado. Entre as atrações de Cachoeira está a procissão da irmandade da Boa Morte. A ministra do turismo causou o maior vexame, como sempre causa, ao invadir este cortejo e intrometer-se entre duas mães de santo do evento afro-católico, como se estivesse participando de uma parada ou passeata na avenida Paulista. A foto publicada pela agência A TARDE diz mais do que milhões de palavras, revelando o mau humor, o mau estar causados por uma ministra que só faz perder mais votos onde aparece. Ao contrário de tais expectativas para ampliação do turismo interno, hoje incipiente, a ministra elegeu destinos turísticos cinco estrelas para empreendimentos multinacionais de grande porte na Bahia, estes sim, capazes de colaborar para a caixinha da campanha da ministra Suplício.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O SENADOR E A BOLSA MENDIGOS

A carta do senador Eduardo Suplicy publicada em VEJA, em defesa do pior programa do governo federal, o bolsa família, revela o quanto ele desconhece a realidade nordestina, onde está a base de tal projeto de compra de votos a atacado. Ao contrário do que afirma o Ministério da Mendicância, a baixa renda não é a primeira condição para se inscrever no programa. A primeira condição é ter um título eleitoral e agora o governo federal ampliou a compra de votos para um milhão e setecentos mil eleitores a mais, que são aqueles entre 16 e 19 anos de idade. Outra fato: quem passa a receber a bolsa deixa de trabalhar, mesmo ganhando mais quando estava no mercado formal ou informal. Pude constatar tais fatos viajando há um ano pelos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. As crianças não são enviadas para a escola em troca da bolsa e continuam mendigando por pressão de seus pais. Quando reagem a tal escravidão infantil são espancadas. A fraude é generalizada e há responsáveis pela aplicação do programa que são as primeiras a se inscreverem para receber o dinheiro. Boa parte dos cartões magnéticos de saque estão em mãos de comerciantes, ciganos e outros agiotas. Como a concessão da bolsa está vinculada a permissão das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social, eis aí a explicação para que a maioria dos prefeitos nordestinos do PFL tenha determinado a seu rebanho votar pela reeleição do Lulla, traindo a coligação a que deveriam seguir, na oposição.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A FARSA DO TAPA BURACOS

É impossível confiar nos horários da empresa de ônibus Regional que faz a linha Salvador-Paulo Afonso(Bahia, BZ), entre outros ramais. A responsabilidade é do atual governo federal que anunciou uma operação tapa buracos eleitoreira (denunciada à época pelo Tribunal de Contas da União como mais uma fonte de corrupção) mas nada fez, principalmente no trecho entre Cícero Dantas e Paulo Afonso. Embora Paulo Afonso seja uma atração turística das mais celebradas no rio São Francisco é impossível alcancá-la por via rodoviária. Quanto a via aérea, relaxe e goze